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Informações Geográficas

 

ASPECTOS FÍSICOS E GEOGRÁFICOS

A área territorial do município de Camacan é de 667 KM2 e está localizada na microrregião homogênea nº154, do sul do Estado da Bahia, também conhecida por microrregião cacaueira juntamente com outros 28 municípios produtores de cacau, destacando-se entre eles: Camacan seguido dos municípios de Ilhéus e Itabuna, fazendo parte do polo da Micro Região cacaueira, os municípios de Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Barra do Rocha, Barro Preto, Belmonte, Buerarema, Canavieiras, Coaraci, Firmino Alves, Floresta Azul, Gandu, Gongogi, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ibirataia, Ipiaú, Itacaré, Itagibá, Itajú do Colônia, Itajuípe, Itamari, Itapé, Itapebi, Itapetinga, Jussari, Mascote, Nova Ibiá, Pau Brasil, Santa Cruz da Vitória, Santa Luzia, São José da Vitória, Teolândia, Ubaitaba, Ubatã, Uruçuca, Wenceslau Guimarães e Una. Localiza-se a 15º 24’ sul - longitude 39º 30’ oeste. Camacan está também dentro da região Nordeste do Brasil. Seu relevo apresenta características bastante diferenciadas, sendo montanhoso e ondulado pertencendo às zonas periféricas da grande bacia do Sudeste Baiano. Trata-se de região predominantemente montanhosa, com altitudes médias variando entre 200 a 400m, onde estão inseridas florestas altas e densas, ricas em madeira de lei. O clima é quente e úmido, sem estação definida. Apresenta um índice pluviométrico superior a 1.300m ao ano. A temperatura anual oscila entre 17,6 e 33ºC e a umidade relativa do ar situa-se em torno de 80%. Outrora, Camacan encontrava-se transformada em intensas roças de cacau, formando áreas de sub-bosques, o que caracterizava a vegetação, não só do município, mas de toda a região. A lavoura cacaueira ainda não se refez totalmente da crise desencadeada pela “vassoura-de-bruxa”. Onde havia prosperidade e abastança, instalou-se o desemprego, o êxodo rural e urbano, o declínio e o empobrecimento de toda uma região, trazendo com isto o desequilíbrio econômico e social do nosso povo. O governo municipal, juntamente com a CEPLAC/UESC e outros órgãos na área de pesquisa científica dos vegetais, buscou e ainda busca, soluções alternativas para o melhoramento sócio-econômico da região que outrora, contribuía decisivamente na economia do Estado com o comércio e exportação do cacau. E nesta busca, surgiu então o Cacau Clonado.

 

ZONAS DO MUNICÍPIO DE CAMACAN

1 - Zona do Água Preta 2 - Zona do Piabanha 3 - Zona dos Muntuns 4 - Zona da Umbaúba 5 - Zona de Potiraguá 6 - Zona do Vargito 7 - Zona do Panelinha 8 - Zona do Braço do Norte 9 - Zona das Lagoas 10 - Zona do Panelão Obs.: Essas zonas foram agrupadas de acordo com o clima, relevo e vegetação.

 

DISTRITOS DO MUNICÍPIO

  1. São João do Panelinha b) Novo Itamarati (Biscó) c) Leoventura d) Jacareci

 

LIMITES DE CAMACAN

Ao Norte - Arataca, Jussari e Itajú do Colônia Ao Sul - Potiraguá Ao Leste - Santa Luzia e Mascote Ao Oeste - Pau Brasil

 

REDE HIDROGRÁFICA

Rio Pardo - banha todo o sul do município, servindo como divisor entre os municípios de Camacan, Mascote e Potiraguá. Rio Panelão - banha todo o município e deságua no rio Pardo. Rio Panelinha - maior afluente do rio Panelão, banhando a parte leste deste município. Diz uma lenda indígena que esses rios receberam estes nomes porque quando um índio adulto morria, era praticado um ritual para os cortejos fúnebres, onde se embalsamavam os corpos com ervas especiais e os lacravam em urnas funerárias feitas de barro cozido que eram jogadas às margens do rio de maior leito. Este rio passou a chamar-se Panelão, pelo fato de receber em suas águas as urnas maiores. E os Curumins (índios crianças) eram embalsamados em urnas menores lançadas às margens do rio menor que passou a chamar-se rio Panelinha, por receber as “panelas menores”.

 

CLIMA

Clima do município de acordo com a classificação do KOPEN apresenta: Temperatura máxima em média 33ºC (trinta e três graus centígrados).

 

VEGETAÇÃO

A grande riqueza vegetal do município era representada pela produção de cacau, cientificamente chamado THEOBROMA CACAO. Foi citado pela primeira vez na Literatura Botânica pelo estudioso Charles L’Ecluse, que o chamou de “Cacao Fructus”. Antes de ser denominado como “Theobroma Cacao”, conforme é conhecido atualmente, foi descrito por Lineu com a designação de “Theobroma Fructus”. Na Bahia, foi introduzido em 1746, pelo colono francês Frederico Warneaux, trazendo do Pará as primeiras sementes que foram plantadas por Antônio Dias Ribeiro, na Fazenda Cubículo, na margem direita do rio Pardo, onde se situa hoje o município de Canavieiras. Encontramos também madeira de lei para extrativismo; lavoura de seringueira, o cultivo de cravo-da-índia, (uma árvore alta e ornamental da família das mirtáceas). Seu fruto seca e as flores são pequenas, róseas e hermafroditas, contendo óleo da qual se desprende aroma intenso empregado na indústria de perfume. É muito comum na cozinha brasileira, como tempero, em bolos e doces. Sua madeira é de excelente qualidade. O cravo-da-índia é bem cultivado em muitas zonas da região Sul da Bahia e começou a surgir no município de Camacan. Na Fazenda da Auxiliadora, a poucos quilômetros da sede, há um cultivo de craveiros de aproximadamente mil árvores que, apesar de estar ainda em estágio de formação, já apresenta resultados positivos.

 

 



Última atualização: 20/09/2019 11:54